Viveram uma noite de amor, eles se entregaram depois das tentativas de se manterem longe, com medo do que sentiam embalados pelo som de uma linda música. Ambos tinham dezessete anos de idade, Lívia e Jonathan.
Os dois se conheceram na pré-escola. Ela um linda menininha negra de cabelos cacheados com as pontas rosas e ele um menino com os olhos azuis... Encantador.
Lívia apesar do medo do que os outros iriam pensar, sempre foi destemida e corria atrás dos seus sonhos, mas sofria com os preconceitos e piadas de alguns alunos da escola. Porém ele sempre esteve ali do seu lado, um escudeiro fiel. Apesar de sua mãe ser tão preconceituosa e cheia de não me toque.
Já a família de Lívia era alto astral e animada, por isso Jonathan sempre passava as tardes na casa de Lívia, e era muito querido por todos. Líh aos poucos foi aprendendo a ter auto confiança e a gostar mais de si. E ele se destacava no conservatório de música de Niterói. A amizade dos dois era tão linda e os invejosos não suportavam tanta alegria. As patricinhas não conseguiam entender porque Jonathan era amigo daquela menina negra, como elas diziam.
Contudo eles prosseguiam felizes sem se importar com os comentários alheios.
Notava que a cada dia o que ela sentia por Jonathan mudava e se tornava mais forte, mas ela tinha medo de que a amizade dos dois terminasse, pois, para ela Jonathan a via apenas como amiga, ou uma irmã querida. E todas as tardes ele deixava qualquer compromisso para ver sua querida bailarina, como ele a chamava, e as vezes até arriscava uns passos com ela na beira da piscina. Os olhares e perfumes iam se encontrando aos poucos, até que de uma queda na piscina o primeiro beijo rolou, molhado e doce. Ela foi dormir com aquele gosto e ele com a lembrança. Então começaram o relacionamento escondido de seus pais. Tinham muito medo de que a mãe de Jonathan descobrisse e proibisse o namoro. Vários sóis e luas se passaram e o amor se intensificava em frações de segundos. Ele começou a compor várias músicas que o faziam lembrar da sua bailarina. Ela dançava todas as músicas.Os beijos e abraços já não eram contidos em público. Os dois estavam perdidos e felizes!
Jonathan convidou Líh para conhecer a sua casa, pois apesar do tempo de amizade a menina nunca tinha entrado nela. Ele começou mostrando os cômodos inferiores e depois a chamou para conhecer seu quarto e ela se sentou na cadeira do PC e ficou observando tudo, todas as coisas e cores. Ele sentou na cama e pegou seu mp3 para ouvir algumas melodias que havia gravado para um concurso e ela não resistiu e foi se sentar ao lado dele. Passaram-se três longos minutos de silêncio e uma respiração tão marcada, não resistiram: se beijaram! Ele foi tão carinhoso com ela e numa tarde chuvosa e em uma casa vazia se amaram pela primeira vez e não pararam mais. Depois de dois meses
A jovem descobriu que estava grávida e decidiu dar a notícia pessoalmente a seu amor, porém a vida é amarga as vezes. Quando chegou a casa acabou encontrando a mãe de Jonathan, ela até tentou disfarçar, mas Cecília viu o exame de gravidez em suas mãos e disse: _ Se você veio aqui dar o golpe da barriga no meu filho pode esquecer, pois, esse filho não é dele e mais ele só se envolveu com você por diversão, nunca iria ficar com uma negra. Lívia foi embora muito triste e chegando em casa ainda teve que dar a notícia ao pais, que ficaram abalados e mesmo assim decidiram apoiar a filha. Líh contou sobre o que a mãe de Jonathan disse à ela e seu pai ficou indignado e disse não querer ver mais a cara de Jonh naquela casa e que ele não precisaria assumir criança nenhuma, mas Jonh não sabia que ia ser pai. Vários desencontros aconteceram e os dois não conseguiram mais se falar. Lívia se mudou com os pais para Amsterdam.
Cecília não conseguiu esconder do filho a gravidez de Líh e ele quando soube o que a mãe tinha feito ficou muito chateado. Jonathan ficou sozinho a procura de seu grande amor e seu filho ou filha. E o tempo correu sem pena deles e as lembranças e a saudade continuavam vivos consumindo os dois.
Jonh ficou estes três anos se falar com sua mãe por conta do que ela fez e acabou se mudando para um apartamento, queria ficar só. Montou um quartinho de bebê com tantos brinquedos sonhando em encontrar seu filho e sua bailarina.Depois de tanta procura sem êxito entrou em depressão pensando que nunca mais veria seu amor e que ela não o perdoaria nunca por tudo. Cecília reconheceu o erro e pediu perdão ao seu filho e passou a ajudá-lo nas buscas.
Então um dia quando voltava do seu trabalho e ia em direção ao estacionamento ouviu uma voz longe chamando o seu nome e quando o olhou para trás pensou ver uma miragem, pensou que estava ficando louco, mas ela era, sua pequena bailarina. Correram e se abraçaram. Ela também não suportou a distância dos braços dele. E puxando pela mão o levou para casa e dois se reencontraram e ficaram mais uma vez juntos.
Ele quis saber do seu filho e ela disse que tinha perdido o bebê na viajem para Amsterdam e ele ficou triste, porém precisava seguir em frente. Distribuiu tudo que havia comprado para seu filho para mães necessitadas. E de mãos dadas seguiram de novo juntos: a bailarina e o músico.
Autora: Renata Stefânia.
23/06/2016
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quarta-feira, 19 de julho de 2017
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Conto: Confissões Part. II
Parte II
O coração batia tão rápido como um relógio descompassado, sem ritmo. Ela procurava ele naquele imenso supermercado . Toda arrumada como se fosse ir a uma festa de 15 anos, queria encantar o rapaz, seu primeiro amor. Foi então que seu celular tocou. Adivinha quem era? R que é assim que o chamarei aqui .Devagar S, que é assim que a chamarei aqui, foi olhando para cima e o viu. Coitada... Não sabia o que fazer ir até ele ou esperar? Esperou. Estava nervosa demais para se mexer. R foi se aproximando e ela cada vez ficava mais nervosa. E como era medrosa tinha levado de velas sua prima e sua mãe. Elas ficaram de longe só observando. Não foi um encontro tradicional, pois ele estava trabalhando. Mas os vintes minutos foram os mais longos de sua vida. Ela estava tão nervosa que só conseguia olhar para baixo e e R a elogiava. Deu a hora S teve que voltar para casa pegou o ônibus em direção ao Califórnia. Chegando em casa ela só sabia falar dele.
E a sua saga continuava esperava dar meia-noite para entrar na internet, mas a espera valia apena. Trocavam fotos e contavam tudo o que viviam. Ele morava com seus avós e alguns irmãos, tinha muito carinho pelo seu coroa e sua coroa. Porém não queria formar uma família, como muitas meninas sonham. E a menina sonhava com isso! Em ter uma família, em se casar, entrar de branco com seu pai na igreja, em dançar a valsa com seu amor. A menina moça queria dançar com ele!
As diferenças ente os dois foram começando a aparecer. Mas o rapaz só queria um relacionamento superficial, porém nunca mentiu sobre suas intenções para a moça que mesmo sabendo seguia apaixonada pelo rapaz.
De repente ela ouviu o barulho da buzina em seu portão e nervosa saiu correndo para o banheiro para ver se estava bonita o suficiente. Tinha os cabelos alisados e era bem morena, mas o mais bonito nela eram os olhos da cor do mel, como o que as abelhas produzem. Linda como ela podia sr, beleza de um felino encurralado.
Ao som da buzina saiu para ver quem era, não estava errada:_ Era ele. Descerá da moto com aquele olhar e a voz que conquistava qualquer pessoa, que voz maravilhosa. Depressa foram para sala. Foi apresentado a sogra, que por sinal havia gostado muito dele.
Depois de algumas conversas o primeiro beijo aconteceu. O primeiro de verdade para ela, pois nunca havia beijado ninguém apesar de ter dezoito anos. Era romântica demais, daquelas que escrevem cartas, poemas e tudo mais. No PC ela não parava de ouvir a música do Los Hermanos " Último romance" e sempre pensava nele, seu amor, seu amor mais velho.
As coisas começaram a ficar mais serias entre dois, só que ainda assim não eram namorados, pelo menos oficialmente. O irmão da moça a zoava dizendo que só ela namorava ele cantando aquela música do Seu Jorge " Tô namorando aquele mino, mas não sei se ele me namora" (...)
Ao som da buzina saiu para ver quem era, não estava errada:_ Era ele. Descerá da moto com aquele olhar e a voz que conquistava qualquer pessoa, que voz maravilhosa. Depressa foram para sala. Foi apresentado a sogra, que por sinal havia gostado muito dele.
Depois de algumas conversas o primeiro beijo aconteceu. O primeiro de verdade para ela, pois nunca havia beijado ninguém apesar de ter dezoito anos. Era romântica demais, daquelas que escrevem cartas, poemas e tudo mais. No PC ela não parava de ouvir a música do Los Hermanos " Último romance" e sempre pensava nele, seu amor, seu amor mais velho.
As coisas começaram a ficar mais serias entre dois, só que ainda assim não eram namorados, pelo menos oficialmente. O irmão da moça a zoava dizendo que só ela namorava ele cantando aquela música do Seu Jorge " Tô namorando aquele mino, mas não sei se ele me namora" (...)
Não se importava, sonhava que um dia ele chegaria como aquele príncipe encantado pedindo sua mão em namoro ou casamento. Passaram-se os dias e nada mudava entre os dois: eram apenas bons amigos. O relacionamento nunca era assumido. Às vezes chorava pensando que não era capaz de amá-la como ela o amava!
E aí que saber a continuação deste conto? Então curte !
A primeira parte está aqui!
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Poema: Carta Carmim
Bom, eu sou dá época que ainda escrevíamos cartas.
E eu adorava fazer isso.
Elas eram normalmente endereçadas a minha mãe, meu pai, minhas amigas e a alguns amores platônicos.
Hoje com o avanço das tecnologias perdeu-se o encanto de escrever uma carta ou enviar um cartão a alguém. E aí você já escreveu alguma? Ou está só no zap mesmo?
Leia o poema abaixo. Sei que vai gostar!
Carta carmim
Escreveria, todas as noites
Cartas, soletradas
Manchadas...
Por meu amor.
Cartas e mais cartas
Carmim sangue
Despetalada...
Pétala por pétalas.
Escreveria escreveria escreveria
Em várias línguas
Noites e noites
Sem parar.
Envolveria assim
As lembranças
Quebraria sinos
Em meu caminhar.
Escreveria milhas,
Sensível e delicada
Essa carta simples
Que um dia perdi na estrada.
Renata Stefânia 16/06/09
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Poema: Sem razão
Olho o mar com tamanha saudade
Nunca me banhei com você
Que saudade estranha e corruptível
Sensação de perda, perda dos momentos bons e fiéis.
Olhar seus olhos e ver através dele a grandeza
E o balanço do mar
As águas dançando, num cortejo sublime
Tão inesquecível
Como o sonho que criei
Pra lembrar de você
Tudo irreal e sem lógica...estórias
Que drama pode ser o amor inventado...
Sinto , tanto
Tudo , que sinto é vazio
E medo. Você não cumpriu o que prometeu
Me vejo como ermitão
Andando na areia da praia vazia
Que é meu coração.
Renata Stefânia
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Conto: Confissões part. I
Vou te contar uma história que começa no fim . Isso mesmo no fim, mas no começo de uma amizade eterna...Choraram tudo o que podiam (...) Sobrou só vazio e solidão de uma história surpreendente que vou te contar agora. Preste atenção...
Eles se conheceram no bate-papo do site UOL. Entrou em busca de um amigo, ou um namorado, pois se sentia sozinha e ele, como todos os homens, entrou no chat para se divertir.
Era tarde de domingo e eles sempre se encontravam para conversar na mesma sala de bate-papo. Depois de algumas conversas no privado, a menina deu seu endereço de MSN, o antigo chat do Hotmail , assim poderiam conversar melhor. Só que a foto dela do perfil era falsa. Pensava ser pouco interessante e talvez infantil,era tão insegura. Tinha só dezoito anos quando conheceu: ele!
Ficou encantada com o que havia visto do outro lado da tela:um rapaz sensato e discreto, um pouco diferente dos jovens de vinte quatro anos, bonito que só. Não acreditava que um cara como ele tinha se interessado por ela.
E das conversas de altas horas no MSN surgiu uma grande amizade.
Naquele tempo a internet não era tão acessível assim e pra conversar com ele ia até um Portal da prefeitura, ao lado de sua escola, e só tinha uns trinta minutinhos. Mas a conversa não tinha um fim e um dia decidiu vencer o medo do desconhecido e deu seu número de telefone para ele. Esperou por dias, pensou que talvez não quisesse nada com ela, que era apenas uma distração.
Ficou encantada com o que havia visto do outro lado da tela:um rapaz sensato e discreto, um pouco diferente dos jovens de vinte quatro anos, bonito que só. Não acreditava que um cara como ele tinha se interessado por ela.
E das conversas de altas horas no MSN surgiu uma grande amizade.
Naquele tempo a internet não era tão acessível assim e pra conversar com ele ia até um Portal da prefeitura, ao lado de sua escola, e só tinha uns trinta minutinhos. Mas a conversa não tinha um fim e um dia decidiu vencer o medo do desconhecido e deu seu número de telefone para ele. Esperou por dias, pensou que talvez não quisesse nada com ela, que era apenas uma distração.
Voltou todos os dia esperando que a janela do MSN subisse com um olá! E em duas semanas ela já tinha desistido das confissões que eles trocavam naquelas conversas curtas e intensas. A menina se apaixonava cada vez mais por uma imagem, uma fotografia de janela de computador. Muitos diziam: _ Cai fora disso, pois, estes caras de internet não prestam. E se ele for um psicopata? E se ele só estiver brincando? E se ele não se agradar quando te conhecer pessoalmente? Tudo isso passava pela cabeça da pequena. Depois de um tempo ele acabou ligando, no dia do aniversário do padrasto dela. Conversaram e entenderam -se, e prometeu ligar de novo. Ela esperou! Ele cumpriu! Passou a ligar todos os dias , mas as vezes as confissões ficavam pequenas para uma conversa apenas. Ela já o conhecia melhor do que muita gente e ele também.
As janelas do MSN não paravam de tremer e o emoticons não paravam de subir na tela. Quando dava se viam pela webcam . A menina ganhou de presente um computador de sua mãe, mas a net era discada e, só podiam conversar depois da meia noite, mas não se importavam com o horário queriam se ver. Poucas amigas dela sabiam do seu amor platônico, ela estava feliz, apenas.
Marcaram de se ver várias vezes, mas não conseguiam se encontrar sempre tinha um imprevisto.
Ele trabalhava no Carrefour de Niterói, ela estudava para ser professora e fazia unhas no tempo vago.
Então marcaram de se encontrar no horário de almoço dele e ela não pensou duas vezes: foi! O coração batia tão rápido como um relógio descompassado, sem ritmo.
Quer saber a continuação deste conto? Clica e curti que post a continuação da história!
Então marcaram de se encontrar no horário de almoço dele e ela não pensou duas vezes: foi! O coração batia tão rápido como um relógio descompassado, sem ritmo.
Quer saber a continuação deste conto? Clica e curti que post a continuação da história!
Beijos!
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